Wednesday, December 12, 2007

araD.

"- Você acredita em milagres?
- Hoje não."



uma semana, dois dias e algumas horas de alguma eternidade que se iniciava - ou não.

Cafeína.

Tomou-me o tal desconforto existencial. Eu, que achava estar bem resolvida com meu ego, me encontro perdida.
Fica a falta, o cheiro, as fotos, a concha.
Vai-se o coração, a concentração, a estabilidade.
A cada minuto que corre nasce defronte minhas escolhas uma nova rua, que não findará coincidente com nenhuma das demais. Não há mais quarto, sequer sensibilidade.
Não sei, deveras, há tempos o que é sentir. Não sinto mal, não sinto bem, não sinto.
Mal vale a abstinência, as lágrimas supérfluas, a indecisão. Não mais me importo. Sei que no fim, a dor de cabeça sempre acabará numa xícara de café.

Que é a morte?

Nos tornamos nostalgia. Não passamos de morte conjunta, más lembranças. Me embaraço tentando o desenlace dessa dúvida que tanto me abate: tudo, para nada?!
Que fomos? Diga! Que fomos?
Se tornou abstinência, me tornei falso moralismo.
Parabenizar-te por mais um ano sem mim, que não faço falta, enquanto você faz.