Monday, October 29, 2007

Nitidez da alma

Faltavam-lhe modos. Não tinha lá jeito pra essas formalidades da vida, não se focava no passado, e menos ainda com o futuro. Era ela, puramente dito.

Estava. Disso sabia, - era óbvio -, sabia também porque, mas não mostrava expressamente o que lhe palpava o peito – ou não sentia. Não gostava de efusões, menos ainda de extremos.

Tinha lá seus sonhos, seus gostos da vida, suas preferências, mas nada era intenso, exceto teu brilho. Era fácil notar a existência dela, sua ausência de jeitosidade com o mundo, seus cabelos caídos frente os olhos, sua tranqüilidade e sorriso manso, tudo, tudo nela era adorável. Até mesmo tamanha magreza, até mesmo os ossos estufados mostravam excelência. Era concebível.

Não ligava para o mundo, apesar de aceita-lo, mas ele sim, tinha uma atenção toda virada pra ela, em cada movimento saudoso que era, a meus olhos, fascinante.

Não era surpreendida, mas sabia exatamente como surpreender.

Seguia apenas, com a mais equilibrada das dosagens.

4 comments:

Alhos e Bugalhos said...

=*= Rodrigo. (L)

Anonymous said...

didiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
tuh escreve pra porra!
ponto final u.u
amei momoiziiiiiiiiiiii
todos textos eu amo!!!
amo amo amo amo
tbm amo vc *.*

Anonymous said...

:*****************************:

Catarina F. Saraiva said...

Texto inspirado em alguma pessoa em especial??
xD

Beijão!!!