Estava. Disso sabia, - era óbvio -, sabia também porque, mas não mostrava expressamente o que lhe palpava o peito – ou não sentia. Não gostava de efusões, menos ainda de extremos.
Tinha lá seus sonhos, seus gostos da vida, suas preferências, mas nada era intenso, exceto teu brilho. Era fácil notar a existência dela, sua ausência de jeitosidade com o mundo, seus cabelos caídos frente os olhos, sua tranqüilidade e sorriso manso, tudo, tudo nela era adorável. Até mesmo tamanha magreza, até mesmo os ossos estufados mostravam excelência. Era concebível.
Não ligava para o mundo, apesar de aceita-lo, mas ele sim, tinha uma atenção toda virada pra ela, em cada movimento saudoso que era, a meus olhos, fascinante.
Não era surpreendida, mas sabia exatamente como surpreender.
Seguia apenas, com a mais equilibrada das dosagens.