Thursday, September 13, 2007

Macabéa.

Não há de ser outro título. Macabéa tituleia. Macabéa me mata.
Tão perto à minha presença, tão presente àquele momento, tão ausente e distante de si.
Eu a amo, Macabéa! Meu eu ama o teu.
Meu martírio! Meu passado! Meu esconderijo!
Macabéa, assassina de palavras.
Confesso: não senti tremor algum diante suas marcas de pus acumulado que tanto te rebelam.
Não se odeie. Não odeie o meu amor.
O preferencial, sem dúvidas, é fugir de tamanha complexidade. Pudera eu chegar até o fim. Pudera eu abraçar Macabéa, que não é minha, mas é Macabéa, - ainda que não queira ser.

Gritem, Macabéas:
"Luto para viver, vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem
Eu vivo de brigar contra o rei"

Sucumbi-vos-ei, ora que, mal faz coçar a agonia pelo repetido. Repito, repito, repito! (Macabéa, macabéa, macabéa!)
Eis o tiro ao álvaro.

Sunday, September 02, 2007

Inigual.

Definitivamente, o respeito virou prioridade de poucos. E isso, numa proporção tão intensa, que chega a deixar dentro de mim sentimentos um tanto aflitos.
Andei refletindo por esses tempos, sobre a questão do respeito, da tolerância que os egos tem em relação as diferenças, e, principalmente, como eu tenho agido nesse quesito. Vi que pessoas que quero muito bem são totalmente inescrepulosas quando vão tratar de assuntos que, na verdade, não abrigam tamanha severidade, como por exemplo, artes corporais (piercings, tatuagens) ou homossexualismo. Me encontro num estado máximo de indignação quando vejo que a sociedade atual ainda insiste em tentar anular, - ou simplesmente manter à uma distância considerável -, pessoas dignas de admiração, pelo simples e renunciável fato de que elas não são como o padrão determinou que fossem. Já não é considerado termos que nos submeter à um sistema falho e esmagante com direitos de escolha quase nulos?
Não posso me incumbir de ser a pessoa que maior respeita as diferenças existentes entre os meus defeitos e as qualidades alheias - e vice-versa - , até porque, não é a perfeição quem me fará alguém melhor. A perfeição é nauseante, repugnante, enjoativa. Se não há diferenças, aí sim, não há perfeição.
O quesito-chave não é ditatoriar o livre arbítrio alheio, ou mesmo fingir que não existam diferenças; É chegar ao ponto de tratá-las com insignificância, sem repudios, sem meios-termo, sabendo que, por mais afinidade que exista entre você e outro alguém, - do mesmo sexo ou não -, essa pessoa não é obrigada a corresponder suas opiniões, assim como você também não é obrigado a agir exatamente como ela almeja.
É cansaço tentar convencer sem que queiram se convencer. O que há é nós conscitentizarmos de que não somos iguais, nunca seremos e principalmente de que, talvez não seja esse o nosso real objetivo.




Te amo, Rodrigo. Te amo sempre!