Pela primeira vez, dentre suspiros cansados que buscavam inspiração, surge um fim. - Não antes do começo, mas isso é o de menos diante de tamanha altura -. E foi como fluorescer de maneira inesperada e encantadora a vida, que brilhava céu afora, enquanto o mundo continuava a chacoalhar bocejos. Mais detalhadamente falando: explosão.
É que tudo andava claro em demasia, e, aquela velha luz no fim do túnel, (a luz obscura), surge com seu plano de fundo negro, hora lá com bolinhas laranjas, ora ca com algumas verdes, mas era tudo detalhe, coisa dela que tinha lá suas manias de parecer normal frente aos demais. (Era tímida - quase isso).
Eis que desliga-se o chuveiro. Caem aquelas últimas gotas que, num lapso foram desejadas por um instante a mais, mas não. Era hora de enxugar.
Nenhum conflito cotidiano dera as caras, e isso parecia ser algo positivo, mas só parecia. Enquanto o mundo externo lhe aplaudia, o interno lhe massacrava. Sentia-se triturar como máquina de moer café moendo o café.
E surge-lhe denovo a luz no fim do túnel. Mas não a mesma de antes, dessa vez, luminava. Luminava a ponto de cegar-lhe os olhos para o alheio, mas dentro de si ainda corroía tamanha corroção. Era constante, estável. Uma estabilidade nada favorável.
Agora a lavanca da porta se move, indicando algo bom, a ponto de poder deixar aqui assim como está: para dentro. (Bum!).
Ruflavam os tambores, enquanto a música nostálgica avisava a morte de alguém que não devia ter morrido.
Antes destes, o mundo fizera um barulho estrondoso e aquele lugar que não importava qual era se tornara suficientemente sujo, bagunçado, e... Adorável. Plausível essa arte de foder com o que denominam vida, pelo menos enquanto nada está nos conformes. Na verdade me perdi.
Enfim, mundo, obrigada por estar tão colorido.
Obrigada por ser minha reluzência.
Thursday, July 12, 2007
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