Borbulhas.
Borbulhas e um óculos, algumas revoltas e uns sentimentos já anestesiados. A perseguição no interior, e aquela música que toca no rádio o tempo todo de alguma cantora famosa popular e sem diferencial algum, mas que te faz sentir algo bom... Ou apenas desviar o olhar de si para outro lado.
Deixar fluir, e tentar não contornar tanto. Talvez seja coisa de moldurista, essa mania de moldar tudo dali, daqui... Essa tal busca pela perfeição.
Continuo aqui, com cabelos tingidos e uma raiz de três dedos, pacífica, escondida, me escondendo de mim. Fingindo estar tudo bem, para que doa menos. Porque encarar dói mais.
Covardia sincera, bacana. Ou não.
Não adianta dizer à ninguém. Não é a mesma sensação.
E observar rostos. Como eu tenho os observado! Mal importa isso no meu fingimento agora.
E martela a dor na cabeça quente, quente de fervura.
Fervura de questões mal respondidas. De costas postas à minha frente.
E é a minha mão quem vai me apoiar para que eu me levante.
Treme, teme.
Teme o temor.
Teme o tumor.
Não me mate!
Não me mate como matei seu braço.
O laço sob tua cabeça é mais plausível que um espetáculo de grande platéia, vossa, nossa, sua, nua. Enquanto você pede uma pata, eu imploro o vento que há la fora, e que não posso sentir.
E que venha mais amor...