Thursday, June 28, 2007

A arte de assoprar as vel(h)inhas.

"A Naiara faz anos
O azar é só dela
Cada ano que passa
Ela fica mais velha"


Tragicamente realista, não?!
Vou lá eu, comemorar mais um ano perdido, - denomina-se ganho -, porém, dessa vez será diferente. Meu marco. Meu marcante. Meu mar.

Enquanto isso, tudo continua sendo relativo.

Monday, June 18, 2007

pontilhados

Borbulhas.
Borbulhas e um óculos, algumas revoltas e uns sentimentos já anestesiados. A perseguição no interior, e aquela música que toca no rádio o tempo todo de alguma cantora famosa popular e sem diferencial algum, mas que te faz sentir algo bom... Ou apenas desviar o olhar de si para outro lado.
Deixar fluir, e tentar não contornar tanto. Talvez seja coisa de moldurista, essa mania de moldar tudo dali, daqui... Essa tal busca pela perfeição.
Continuo aqui, com cabelos tingidos e uma raiz de três dedos, pacífica, escondida, me escondendo de mim. Fingindo estar tudo bem, para que doa menos. Porque encarar dói mais.
Covardia sincera, bacana. Ou não.
Não adianta dizer à ninguém. Não é a mesma sensação.

E observar rostos. Como eu tenho os observado! Mal importa isso no meu fingimento agora.
E martela a dor na cabeça quente, quente de fervura.
Fervura de questões mal respondidas. De costas postas à minha frente.
E é a minha mão quem vai me apoiar para que eu me levante.


Treme, teme.
Teme o temor.
Teme o tumor.
Não me mate!
Não me mate como matei seu braço.


O laço sob tua cabeça é mais plausível que um espetáculo de grande platéia, vossa, nossa, sua, nua. Enquanto você pede uma pata, eu imploro o vento que há la fora, e que não posso sentir.


E que venha mais amor...

Tuesday, June 12, 2007

O melhor de mim

E da-lhe interrogações. Se é que tem mesmo alguma determinação limitada... Não, não tem. Não há nada que possa superar andar pelas ruas, sentindo o vento bater no meu rosto num meio dia da vida qualquer, segurando sua mão. Melhor: sentindo sua mão segurar a minha.
Essa coisa de me chamar de linda até mesmo quando eu to mais mal feita que muita coisa. É. Você é. Eu sou, com você.
Que é essa falta que me faz? Que é essa agonia no peito, às sete da manhã de quase todos os feriados? Que é esse estralo que faz meu coração brilhar quando tua boca sela a minha? Que é você? Que sou eu? Que somos? Um "que"? Mal importa.
Diz agora, ela, moça dos cabelos rosas, sua vontade de não querer o mundo, de não querer que o mundo lhe queira, quando te sente assim, suspirando por ela. Poderia ser tudo, até mesmo moça de roça, vestido florido, tranças mal feitas, pés encardidos do forró dançante noite afora. Pudera eu ter um cadim de tanto bem ingênuo, que nossa má língua faz risada.
" - Não importa, moço. Não agora. Sinto-me moça boa, boa de bondade, de inocência, e não preciso de mais nada... Escreva sobre outra coisa mais mundana, que vou eu aqui, me ausentar do seu, no meu. Aproveitar cada pedaço do que realmente é. Tô com ele, sabe como é."


Deixo-a em suas mãos. Ela, que sou eu.