Acho que as palavras são minha única companhia agora. Talvez sempre.
Não faço mais que me encurvar diante de vocês, por-lhes donos do que devia ser meu, e ainda assim meu grito é meu maior silêncio. Perco-me no labirinto que sou, tentando esconder a agonia que me cerca. Já fui capaz de tanto por mim, e hoje tenho-me inócua até mesmo diante das mais atingiveis negações. E ainda, de tantas metas, tantos eu´s, tantos "tantos", nego-me a negar. Porque lhe quero bem, ou simplesmente porque te quero comigo, egocentricamente comigo. E tenho-me no direito, ora que não quero nada além. Me anulo, contudo, na ilusão de que está tudo bem.
Sunday, May 20, 2007
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