
" - Ela está no centro, e ainda parece por fora.
- Talvez seja só diferente dos outros.
...
- Quando ela era pequena não brincava muito com as outras crianças. Acho que nunca brincou."
Gosto da forma como respira, e da maneira como seu lábio superior mantém quietude quando você sorri.
ps: Como cansar daqueles velhos clichês iniciativos de um simples texto virtual que num "puft" tecnológico pode vir a deixar de existir. É mais ou menos assim, feito a vida.
Essa mesma que sabe dividir espaços e olhares em tempos cronológicos idênticos e que, fez com que, em outubro de 1973, no mesmo segundo em que uma mosca de uma família que não me lembro o nome movia as asas tantas muitas vezes por segundo, em que, em um restaurante, o vento entrara por debaixo de uma mesa fazendo com que os copos que nela haviam balançassem sem que ninguém percebesse, e que um homem do qual não me lembro o nome apagara o telefone de seu melhor amigo de sua agenda, após voltar do velório do mesmo.
Da mesma forma em que, na transição de dezembro/janeiro de 2007, Naiara da Silva Alves vê por coincidência partes de um filme que ela nunca, até então, sentira vontade de ver. E gosta. E aluga alguns meses depois, e se apaixona. Mas não vem ao caso. (Na verdade vem sim).
Não esquecendo que sem você, as emoções de hoje seriam somente uma pele morta das emoções do passado.