Wednesday, April 25, 2007

A garota com o copo d´agua.

"Ela nunca soube estabelecer uma relação com os outros. Quando era criança estava sempre só."












" - Ela está no centro, e ainda parece por fora.
- Talvez seja só diferente dos outros.
...
- Quando ela era pequena não brincava muito com as outras crianças. Acho que nunca brincou."



Gosto da forma como respira, e da maneira como seu lábio superior mantém quietude quando você sorri.


ps:
Como cansar daqueles velhos clichês iniciativos de um simples texto virtual que num "puft" tecnológico pode vir a deixar de existir. É mais ou menos assim, feito a vida.
Essa mesma que sabe dividir espaços e olhares em tempos cronológicos idênticos e que, fez com que, em outubro de 1973, no mesmo segundo em que uma mosca de uma família que não me lembro o nome movia as asas tantas muitas vezes por segundo, em que, em um restaurante, o vento entrara por debaixo de uma mesa fazendo com que os copos que nela haviam balançassem sem que ninguém percebesse, e que um homem do qual não me lembro o nome apagara o telefone de seu melhor amigo de sua agenda, após voltar do velório do mesmo.
Da mesma forma em que, na transição de dezembro/janeiro de 2007, Naiara da Silva Alves vê por coincidência partes de um filme que ela nunca, até então, sentira vontade de ver. E gosta. E aluga alguns meses depois, e se apaixona. Mas não vem ao caso. (Na verdade vem sim).



Não esquecendo que sem você, as emoções de hoje seriam somente uma pele morta das emoções do passado.

Monday, April 09, 2007

Soava aos ouvidos um só som, aliás, dois: o da respiração. Ninguém ali se movia, ou pensava, ou... sentia. A verdade é que tudo o que queriam era não estar ali, por mais essencial que fosse. Precisavam, e nem é preciso dizer do que.
Há vezes em que o porque basta, há vezes em que justificativas não vão mais além do que se espera, e há vezes, em que simplesmente não há.
Os ohos, molhados, desviavam-se, tanto entre si, de um para outro, quanto daquilo, daquele, de si. Escarravam vez ou outra, as narinas, também molhadas, entrelaçando as próprias mãos, uma na outra, na tentativa de suspirar arrependimento ou esperança de que acabe logo.
Pensava ela em como dizer algo, com medo da suposta rejeição ou vergonha por tanto, por tudo, pelo sim ou não, por existir, e, antes de tudo por ainda se prender aquilo, não conseguindo com que sua palavra chegasse até os ouvidos que a compreenderiam - ou não. Por tanto que desiste, tentando acreditar que algo ali pudesse fluir a favor.
Sente o coração acelerar, como da primeira vez que vivera, as mãos acariciando sua face, e um beijo a toma. Dessa vez sim, não precisava se prender a mais nada, senão aquele.