E a cada espirro que dava, aumentava o tédio...
Tudo o que havia vivido naquele mesmo dia até então, eram aglomerados de reflexões dolorosas e ao mesmo tempo, banais. Porque era banal. Se sentia banal. Como cada palavra que lhe era cortada ao meio, junto aos olhares que pareciam desviar de sua atenção. Assim, simples assim.
E de sentimentos se guiava, como o que acabara de ser escrito aqui. Como o que ainda está por vir a ser escrito. Mas não como você lê.
Nada do que dizia parecia ser fruto de algo verdadeiro; Nada do que fazia parecia ao seu alcance; Nada do que era jamais seria aceito. Mas continuava batalhando por um algo qualquer, um mísero "mísero", um sorriso, uma expressão de reconhecimento. Caminhava em cansaço, como se o entulho que lhe acusavam ser, estivessem sob suas costas.
"- Mas, afinal, quem é o verdadeiro entulho?" - perguntava, suspirando limites.
E já se corrigia. Pois não, não, não! De forma alguma perderiam a razão. Era mesmo um mero nada, um algo cansativo, uma carta-coringa...
E sabia, suspirando mais uma vez, que não seriam melhores as situações ali, naquele mesmo momento, sem sua presença. Decidira parar de pensar.
♥ps: Havia, nas entrelinhas de toda e qualquer rejeição, encontrado uma força suficiente que lhe desse o que ninguém jamais seria capacitado, não em tamanha intensidade. E decidiu que era exatamente daquele jeito que seguiria, constante, estavelmente feliz.
Aprendeu, contudo, a amar.♥

E repete, inconscientemente consciente, para si, constantes vezes:
"- Apenas mais um ser humano." - culpando-se por sua ausência de culpa.