Nada me sinto, a não ser um pedaço do vento; Pedaço do vento que não voa, não acompanha, não leva frescor, não traz... Vento que por sinal é leve, mas no meu caso, que pesa, como um entulho pendurado numa paisagem, ou uma cruz que se carrega nas costas para o alcance uma divindade qualquer.
Eu que já não me abria de tal forma, eu que já não me importava, eu que... Eu. Vulga carne fedorenta é mais apodrecida do que um suposto lar de urubus.
Me empantufo energéticamente por tamanha ausência de um eu melhor... "Ora, mas não foi a própria quem escreveu milhares sobre auto-aceitação?"... Pois foi. E isso... Bom, você já deve imaginar.
Pudera eu escolher entre o real e o utópico, pois que o mundo dos sonhos me acompanharia sem maiores questões; Pudera eu ser (apenas) incertamente repugnada, pudera eu ser incerta.
Nada mais, nada menos... Talvez um pouco (muito) pior.
Posso ser aquela mera nostalgia, e não passar disso; Ou talvez a ausência, ausência do que eu não fui, do que não fiz, do que nunca faria - talvez por medo, talvez não -... Aliás, no fundo, bem no fundo, acho que sou a ausência de mim. Percebi que já não me defendo com tamanha garra de antes se rebaixada, e que meu coração, de uma certa forma simplesmente apoia qualquer forma de desprezo direcionada à mim.
E tudo termina com eu me sentindo mais uma vez aquelas dolorosas lágrimas que minhas palavras não conseguem expressar.
Monday, August 28, 2006
Thursday, August 24, 2006
Regredir para progredir
É incrível, mas é fato: o complexo atrai. Não generalizado, já que as raízes disso surgiram da padronização. Padronização que é feita pra generalizar, organizar, ou qualquer coisa que o valha.
E que não omita, que não lute contra, apenas seja. Seja sendo, - também fato -, que mais fácil é aceitar e ir em frente, do que retrair e obedecer o computadorizado, senhor robozinho.
Mas que seríamos sem falhas/erros?
Mas que seremos sem tentar/arriscar?
O contra, está totalmente a favor; e a maior jogada da progressão, é a regressão.
E quando ao "padrão"? Opa, flash pra nossa preocupação expressa.

Aiai... Postar me faz tão bem.
E que não omita, que não lute contra, apenas seja. Seja sendo, - também fato -, que mais fácil é aceitar e ir em frente, do que retrair e obedecer o computadorizado, senhor robozinho.
Mas que seríamos sem falhas/erros?
Mas que seremos sem tentar/arriscar?
O contra, está totalmente a favor; e a maior jogada da progressão, é a regressão.
E quando ao "padrão"? Opa, flash pra nossa preocupação expressa.

Aiai... Postar me faz tão bem.
Monday, August 14, 2006
Quase isso...
Já ouvi algumas poucas vezes suficientes pra ficar aqui, dentro da cachola. Mas foi agora, bem agora que fez efeito suficiente pra me fazer vir , e aqui deixar o amontoado de coisas ruins acumuladas dentro de mim. Pois aí uma coisa válida, que tantas vezes ouvimos, e algumas delas acabamos até por obedecer, sem saber o porque. Enquanto outros, muitas vezes condenados à criticas absurdas só se deixam por fazê-lo quando realmente existe algo que faça sentido dentro de algum contexto qualquer.
É simplesmente surtante o homem, os homens, as mulheres, e, até mesmo, as crianças.
"Esqueça quando desejar;
Lembre quando precisar;
Não faça questão de nada, desde que você se torne independente ao próximo."
Já dizia ele em sua ironia diária... Querido ele, rejeitado ele.
Ele, meu eu. Que dizia, que diz, disse... Aquele que ninguém ouviu.
Eu que não vejo olhos para mim, senão o dos cegos;
Não ouço ouvidos absorvendo minha voz, senão o dos surdos;
Nunca houveram palavras destinadas à mim, senão a dos mudos.
E versos, e versos, e mais versos. Um acúmulo em demasia de simples palavras fortes, marcantes, bonitas...
Pois que me arrasto com minha trouxa de sabedoria, enquanto minhas costas doem, minhas narinas cantam socorro, e o que me acompanha agora, é um saudoso mal estar.
E pensar que existe gente bem pior que eu...
- Hei, me vê uma dúzia de aluci... Como é que se diz mesmo?

Remédio que cura sem ser remédio. Efeito aluci.. (qualquer coisa que se encaixe aqui). Num mundo único, capaz... Uma pessoa única, capaz... Unicamente capaz de me tornar única e capaz.
(Meu Deus, como é que é? É. ♥)
É simplesmente surtante o homem, os homens, as mulheres, e, até mesmo, as crianças.
"Esqueça quando desejar;
Lembre quando precisar;
Não faça questão de nada, desde que você se torne independente ao próximo."
Já dizia ele em sua ironia diária... Querido ele, rejeitado ele.
Ele, meu eu. Que dizia, que diz, disse... Aquele que ninguém ouviu.
Eu que não vejo olhos para mim, senão o dos cegos;
Não ouço ouvidos absorvendo minha voz, senão o dos surdos;
Nunca houveram palavras destinadas à mim, senão a dos mudos.
E versos, e versos, e mais versos. Um acúmulo em demasia de simples palavras fortes, marcantes, bonitas...
Pois que me arrasto com minha trouxa de sabedoria, enquanto minhas costas doem, minhas narinas cantam socorro, e o que me acompanha agora, é um saudoso mal estar.
E pensar que existe gente bem pior que eu...
- Hei, me vê uma dúzia de aluci... Como é que se diz mesmo?

Remédio que cura sem ser remédio. Efeito aluci.. (qualquer coisa que se encaixe aqui). Num mundo único, capaz... Uma pessoa única, capaz... Unicamente capaz de me tornar única e capaz.
(Meu Deus, como é que é? É. ♥)
Tuesday, August 08, 2006
Sobre o tempo...
O próprio tempo faz questão de se ausentar, fato. A cada segundo que passa caminhamos mais próximos a morte, sem sequer nos darmos conta, (até porque, se apegar a esse tipo de reflexão com certeza comprime danos, negativismo). Não é possível afirmar lucro ou prejuízo analisando tamanha complexidade, não de forma generalizada. Enquanto isso? Enquanto isso buscamos melhora, porque se ontem não, hoje o tempo é curto, e se hoje não, amanhã será.
Que julguem justo o tempo, pois justo o tempo é;
E julgo impiedoso, o vulgo, o tempo;
E julga afirmar, a morte, a vida;
E temo entristecer, estremecer, o coração;
E não há pena que mude o destino, o destino já traçado, que eu devo construir;
E que julgue minha mão, apunhale, apedreje;
E ignoro, pra logo após poder me servir da paz.

Tenho pressa. xP
Não posso deixar a mão solta novamente, não antes de engolir algumas trocentagens de livros..
E então, lá vou eu.
Psiu? Casa comigo?
Que julguem justo o tempo, pois justo o tempo é;
E julgo impiedoso, o vulgo, o tempo;
E julga afirmar, a morte, a vida;
E temo entristecer, estremecer, o coração;
E não há pena que mude o destino, o destino já traçado, que eu devo construir;
E que julgue minha mão, apunhale, apedreje;
E ignoro, pra logo após poder me servir da paz.

Tenho pressa. xP
Não posso deixar a mão solta novamente, não antes de engolir algumas trocentagens de livros..
E então, lá vou eu.
Psiu? Casa comigo?
Wednesday, August 02, 2006
Amor próprio ou "ódio" próprio?
Um dos maiores conflitos que o ser humano encara diariamente, é a briga com seu próprio "eu". A busca pela perfeição vem sendo desejada desde que o homem é homem, sendo esta para fins estéticos ou não.
O que a sociedade prega como objetivo é alcançar a convivência em paz de um para com o outro, - mesmo, muitas vezes, colaborando para que isso não aconteça. Acordar e receber como "bom dia" uma bela e monstruosa espinha ao olhar no espelho logo de manhãzinha, pode acabar com a disposição de alguém, por exemplo.
A essência de uma vida social tranqüila está dentro de nós mesmos. Afinal, por que ao invés de buscarmos a aceitação alheia, não buscamos a auto-aceitação? É aí que está o segredo: muitos querem se encaixar num grupo e acabam deixando de lado a própria personalidade por pessoas que, muitas vezes, após um certo tempo o deixam de lado. (Sem contar o preconceito social, que causa um enorme bloqueio).
Pode parecer difícil lidar com alguém que pensa, age e se veste diferente de você, mas é necessário. Não que seja um dever gostar de todos, mas é obrigação respeitar a todos; da mesma forma que você nunca agradará o todo, porém esse lhe deve respeito.
Tentar se aceitar é uma forma de fazer as pazes consigo mesmo, e isso se reflete nas pessoas à sua volta. É fundamental nos cuidarmos, (tanto aparentemente quanto psicologicamente), mas dentro dos próprios limites, e sem depender da opinião do próximo, nem ficar formando opiniões pré-conceituosas diversas sobre ele. E por fim: "só vive bem com os outros, quem vive bem consigo mesmo".
Esse foi um texto que fiz pra escola. Resolvi colocar, porque fiquei orgulhosa de mim.
Valia 6,0, e eu tirei 8,0. Além disso ouvi o seguinte: "Seus textos estão muito acima da média", e um tempo depois fui chamada de dicionário ambulante.
(Mas particularmente achei o texto um cocôzinho.)
Amo você!
O que a sociedade prega como objetivo é alcançar a convivência em paz de um para com o outro, - mesmo, muitas vezes, colaborando para que isso não aconteça. Acordar e receber como "bom dia" uma bela e monstruosa espinha ao olhar no espelho logo de manhãzinha, pode acabar com a disposição de alguém, por exemplo.
A essência de uma vida social tranqüila está dentro de nós mesmos. Afinal, por que ao invés de buscarmos a aceitação alheia, não buscamos a auto-aceitação? É aí que está o segredo: muitos querem se encaixar num grupo e acabam deixando de lado a própria personalidade por pessoas que, muitas vezes, após um certo tempo o deixam de lado. (Sem contar o preconceito social, que causa um enorme bloqueio).
Pode parecer difícil lidar com alguém que pensa, age e se veste diferente de você, mas é necessário. Não que seja um dever gostar de todos, mas é obrigação respeitar a todos; da mesma forma que você nunca agradará o todo, porém esse lhe deve respeito.
Tentar se aceitar é uma forma de fazer as pazes consigo mesmo, e isso se reflete nas pessoas à sua volta. É fundamental nos cuidarmos, (tanto aparentemente quanto psicologicamente), mas dentro dos próprios limites, e sem depender da opinião do próximo, nem ficar formando opiniões pré-conceituosas diversas sobre ele. E por fim: "só vive bem com os outros, quem vive bem consigo mesmo".
Esse foi um texto que fiz pra escola. Resolvi colocar, porque fiquei orgulhosa de mim.
Valia 6,0, e eu tirei 8,0. Além disso ouvi o seguinte: "Seus textos estão muito acima da média", e um tempo depois fui chamada de dicionário ambulante.
(Mas particularmente achei o texto um cocôzinho.)
Amo você!
Subscribe to:
Posts (Atom)